Dentro dos movimentos comunitários, o que mais se ouve é o termo conscientização, como se fosse uma palavra de fácil percepção e emprego. Na verdade, a conscientização é o processo de fazer com que a comunidade conheça seus direitos e deveres, praticando-os em sua plenitude. Um exemplo típico do emprego desse termo é que, quando se entra com um processo contra alguém, devem-se saber os ganhos do processo, no caso de ser favorável, e as perdas, no caso de ser desfavorável. Nunca se quer perder, em nenhum sentido; por isso, uma comunidade desconscientizada, prefere viver como Deus quiser a reinvidicar os seus direitos. Isto decorre do comodismo ou usurpação de um regime ditatorial.
A conscientização é mais do que saber o que se passa ao seu redor, é acima de tudo um processo histórico e neste sentido coloca FREIRE, Paulo (1980): no acto de responder aos desafios que lhe apresenta o seu contexto de vida, o homem cria-se, realiza-se como sujeito, porque esta resposta exige dele reflexão, crítica, invenção, eleição, decisão, organização, acção,... Todas essas coisas pelas quais se cria a pessoa e que fazem dela um ser não somente adaptado à realidade e aos outros, mas intrigado. É isto que FREIRE, entende por conscientização. É a luta para o homem e descobrir a si próprio, interrogando-se e buscando respostas aos seus desejos e observações.
http://www.eumed.net/libros/2006a/lgs-eps/1c.htm
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