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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Educador Social

SERRANO, Glória Perez, 2003, Pedagogia Social, Educación Social, Construcción Científica e Intervencion Prática, Madrid, Narcea, S.A.


Por Educador Social entende-se uma pessoa, que depois de uma formação específica, favorece, mediante métodos e técnicas pedagógicas, psicológicas e sociais, o desenvolvimento pessoal, a maturação social e a autonomia de pessoas jovens ou adultas, inserção social de pessoas portadoras de deficiência, ou em grupos de risco.
O Educador Social partilha com essas pessoas as diferentes situações espontâneas ou provocadas pela vida quotidiana, seja dentro das Instituições Residenciais ou de serviços, seja no meio natural de vida através da acção contínua e conjunta e entre a pessoa e o ambiente.
O Educador assume uma responsabilidade de ordem preventiva e interventiva. São profissionais que realizam uma tarefa educativa e reeducativa através da convivência diária e de métodos pedagógicos fora da educação formal.
O Educador Social é um profissional que intervém na acção social com a finalidade de modificar determinadas situações pessoais e sociais por meio de estratégias e recursos educativos.

A partir de uma demanda social e cultural, o Educador Social está preparado para:
• Utilizar correcta e adequadamente os componentes do processo de comunicação, argumentação e negociação.
• Desenvolver, por iniciativa própria, a capacidade de análise, explicação da própria condição sociocultural.
• Potenciar as estratégias necessárias para saber situar-se no tempo e no espaço, tanto na dimensão pessoal como grupal.
• Desenvolver o sentido critico para facilitar os processos de selecção e escolha das ofertas actuais.
• Elaborar propostas culturais adequadas a cada pessoa ou grupo.

Pirâmide de Maslow

A maioria dos Psicólogos afirma que existem necessidades comuns a todos os seres humanos, ainda que o seu modo de satisfação possa variar de pessoa para pessoa e de cultura para cultura. Somos semelhantes.
O psicólogo americano A. Maslow distingue cinco níveis de necessidades humanas. Segundo a sua teoria, estas necessidades dispõem-se em forma de pirâmide e cada pessoa procura, regra geral, satisfazer as motivações mais básicas, antes de passar às do nível superior, (ESTANQUEIRO, António, 2009).

Nível 1 – Necessidades biológicas / Fisiologia
As necessidades biológicas que visam o bem-estar físico (como por exemplo: comer, beber, dormir e evitar dor) dominam o comportamento humano. Assim, normalmente, as necessidades biológicas surgem como prioritárias. As pessoas procuram assegurar, por todos os meios, a sua sobrevivência, antes de se preocuparem com outros aspectos da sua vida.

Nível 2 – Necessidade de segurança
É universal o desejo de viver em segurança, livre de perigos. Da necessidade de segurança brotam, naturalmente, a convivência, a colaboração e a solidariedade entre as pessoas.

Nível 3 – Necessidade de afecto
Todos sentimos o impulso para criar e manter relacionamento de afecto com os outros. Agrada-nos o sentimento de pertença a uma família, a um grupo de amigos ou a uma comunidade, onde se partilhem e defendam interesses comuns. A solidão dói. A amizade e o calor de uma família trazem bem-estar e felicidade.

Nível 4 – Necessidade de estima
É uma das mais profundas características da natureza humana é a sede de estima e apreço. Gostamos de ser tratados pelo nome e respeitados como pessoas importantes. A satisfação da necessidade de estima reforça os sentimentos de auto-estima e autoconfiança, indispensáveis para uma relação saudável com os outros.

Nível 5 – Necessidade de realização pessoal
Depois de satisfeitas as outras necessidades, somos motivados pela necessidade de auto-realização. Desejamos ampliar responsabilidades, responder a desafios, enfrentar obstáculos e superar limites. Queremos saber mais, desenvolver as nossas potencialidades, dar um sentido à nossa vida, ser felizes.